PPDDH recebe pedidos de pessoas e coletividades ameaçadas por sua atuação na defesa de direitos. Conheça o público atendido e os caminhos para solicitar proteção.
Quem sofre ameaças por defender direitos humanos pode solicitar atendimento ao Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH). Em publicação de 10 de setembro de 2026, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) apresentou orientações sobre o acesso à política, que tem cobertura nacional. Confira a publicação oficial.
Quem pode ser atendido?
O público inclui lideranças indígenas, quilombolas e comunitárias, trabalhadores rurais, ambientalistas, jornalistas e comunicadores. O vínculo entre a ameaça e a atuação na defesa de direitos humanos é central para a avaliação.
A solicitação pode partir da pessoa ameaçada ou ser encaminhada por organizações, movimentos sociais e instituições que conheçam o caso. Veja as orientações do MDHC.
Como solicitar proteção?
O contato federal é defensores@mdh.gov.br. Também é possível acessar o formulário disponibilizado na página de serviços do governo.
Depois do envio, o solicitante recebe uma confirmação de recebimento e pode ser chamado a complementar informações. O envio do pedido não garante inclusão automática. Acesse o serviço oficial do PPDDH.
Quais informações ajudam na avaliação?
Sempre que possível, apresente identificação, contato, descrição da atuação e relato das ameaças, com datas, locais e registros disponíveis.
A equipe técnica avalia o risco e o contexto territorial. As medidas de proteção são definidas conforme cada situação e podem ser revistas durante o acompanhamento. Consulte as orientações para encaminhar o pedido.
Para o Serviço Social, a discussão também envolve as consequências das ameaças sobre o trabalho, os vínculos comunitários e o acesso a serviços. Um encaminhamento exige atenção a essas condições e continuidade no acompanhamento.
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Como profissionais e organizações podem apoiar?
No acompanhamento, alguns cuidados práticos podem orientar o trabalho:
- Escutar o relato em ambiente reservado;
- Combinar uma forma segura de contato;
- Apoiar a organização das informações necessárias ao pedido;
- Preservar endereços, rotinas e documentos pessoais;
- Verificar se a solicitação foi recebida e se há informações a complementar.
Essas sugestões não substituem a avaliação do programa. O apoio deve respeitar o sigilo e a participação da pessoa ameaçada nas decisões sobre seu atendimento.
Professor universitário. Doutorando em Políticas Públicas. Mestre em Sociologia. Especialista em Gestão Pública Municipal. Especialista em Direito Previdenciário. Bacharel em Serviço Social e em Administração.
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5220780303947208
ResearchGate: https://www.researchgate.net/profile/Francisco-Garcez

